A dança na terceira idade…

 

Por Aline Pyrrho

 O envelhecimento é o grande causador de inúmeros distúrbios que ocorrem no nosso corpo. As limitações aumentam e com ela, a dependência. Não há nada melhor no mundo do que ser independente. A independência vai sendo removida de nossas vidas com o passar do tempo. Por esse motivo, grande parte dos idosos caem em depressão. Ainda assim, muitos dos “bons velhinhos” que têm bom-humor e alto-astral procuram manter esse pensamento através da dança. Outros, procuram a dança para a cura de suas doenças, geralmente, incentivados por médicos.

Com o objetivo de sair e se divertir, a dança entra na vida dos idosos com força total trazendo a alegria e o bem-estar. A busca por novas relações interpessoais deixam de lado a tão indesejada solidão pelo inestimável vigor da vida. Doenças como a depressão, artrite, artrose, osteoporose, cardíaca, podem ser significativamente tratadas com a prática da dança. Isso porque, dançar estimula a circulação sanguínea, ajuda no fortalecimento dos músculos e ossos, estimula a produção de endorfina (substância do bem-estar) e previne a formação de pensamentos ruins e negativos.

 “A dança é considerada uma atividade coadjuvante da terapêutica de várias doenças, além disso, também proporciona condicionamento físico, integração social e lazer a indivíduos idosos, com inúmeros benefícios psicológicos já descritos. As pesquisas são unânimes quanto à importância da dança de salão como exercício físico e como coadjuvante terapêutico, auxiliando no bem-estar mental, emocional e físico do idoso” (ALLEN, 2003; HOUSTON, 2005; BORSTEL, 2006; ZAMONER, 2007).

O engenheiro Rogério Leite, 61 anos, afirma: Dançar traz a alegria de viver! Interagir e se comunicar através da dança é divertido e prazeroso. É como se fosse uma injeção de adrenalina no corpo. Ao mesmo tempo, conhecemos pessoas de diferentes formas, mas com o mesmo objetivo em relação à dança. Fazer amizades, trocar idéias e informações e, é claro, bailar!!!

Normalmente, à medida que envelhecemos vamos diminuindo o nosso poder de memorização. Este fato é caracterizado pelo aumento da falta de pensamento cognitivo. É aí que dança enfatiza os seus benefícios. Dançar estimula a concentração e a ordenação de cada movimento, de cada passo, forçando a geração de raciocínio lógico, através da cognição.

 “Com relação à doença mental em idosos, a dança de salão é citada por VERGHESE et al. (2003) observando que a dança de salão auxilia na diminuição do risco de demência, sugerindo que os aspectos mentalmente complexos da dança, como mover-se no ritmo da música e combinar passos, possam ser os responsáveis por essa melhora. Apesar disso, há carência de relatos científicos sobre os efeitos da dança de salão sobre as perdas cognitivas e a autonomia em idosos.” (SEBASTIÃO et al., 2008).

Envelhercer é um enorme terror para uns e a conformidade para outros. Não há como parar o tempo do nosso corpo, os anos de nossas vidas. Portanto, temos que zelar por nossa velhice cuidando do corpo e da alma. A dança oferece esse cuidado!

Leia mais sobre: http://www.upf.tche.br/seer/index.php/rbceh/article/viewFile/56/49

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